O que vai no pratinho das crianças pelo mundo?

Confira as semelhanças e diferenças dos hábitos alimentares das crianças em todo o mundo registradas no projeto Daily Bread.

Refeições globais

O que tem de semelhante no pratinho de uma criança de Los Angeles e lá da Sicília? A resposta não é nada legal e vem direto da caixinha. Um fotógrafo americano saiu pelo mundo registrando a alimentação da meninada e o que ele descobriu faz a gente pensar.

Retratos do papá

Pizza e massas congeladas, hambúrguer industrializado, chocolate e guloseimas açucaradas. Mesmo com milhares de quilômetros de distância e uma cultura bem diferente, o papá dos pequenos americanos e dos italianinhos parecia ter sido comprado no mesmo lugar.

O projeto Daily Bread, do fotógrafo americano Gregg Segal, retrata como o acesso a produtos ultraprocessados modifica a cultura alimentar das pessoas. Para isso, ele começou a fotografar os lanchinhos do próprio filho e seus amiguinhos e então passou a viajar pelo mundo para entender como é com a turminha pelo globo a fora.

Quanto mais dinheiro no país, menos saúde no pratinho

Essa parece ser a lógica encontrada no projeto. A coisa acontece assim, em países como os EUA, por exemplo, fast food é uma comida bem barata, então a população que tem menos dinheiro acaba fazendo desse tipo de comida sua refeição preferida. Já em lugares como a Índia em que um hambúrguer é muito caro, a maioria da população vai se virar com produtos tradicionais que fazem parte da cultura do lugar e acaba tendo um papá muito mais saudável. Que coisa não?

Saúde vem da terra

Outro ponto muito bacana que o fotógrafo encontrou foi a relação entre a cultura e a alimentação de grupos indígenas aqui do Brasil. Eles conservam seus hábitos desde sempre, tirando seu alimento da natureza e vivendo muito bem sem depender de embalagens. Entretanto, por aqui, mesmo as pessoas mais pobres consumiam, e muito, produtos industrializados do mesmo jeito que os meninos que falamos lá no começo da conversa.

Ele também entendeu que as famílias estão começando, sim, a entender que bom mesmo é o papá fresquinho, feito em casa e, quando cabe no bolso, orgânicos são muito bem-vindos.  Mas apesar dessa consciência, ainda está difícil para os papais e mamães convencerem a criançada a abandonar a bolacha do lanchinho e encarar o brócolis no almoço.

Saia do automático e viva com mais sabor

Com tudo isso, o objetivo maior do moço é bem legal e parece muito com o nosso: o projeto convida as pessoas a saírem do automático e prestarem atenção no que estão comendo. Afinal, quando a gente fica atento de verdade a tudo o que vai no pratinho, desde a hora que preparamos aquele alimento, tudo muda e é aí que ensinamos para os pequenos que o alimento conta história e os ajudamos a criar as suas historinhas de sabor, aquelas que vão levar pra toda vida.

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